Bonta X Brakm
Brakmar e Bonta Há quem um dia já tenha vivido tamanho dilema. Nascidos no meio de uma guerra, onde cada lado conta sua versão. Acredito que você já teve essas dúvidas: “Como começou essa guerra?” ou “Qual a razão dela?”

Sim meus amigos… ela não começou há alguns dias, meses ou anos. Ela tem mais que décadas, ela tem séculos. E os propósitos são mais mesquinhos do que se pode imaginar (Não quero formar idéias ou vos converter para qualquer um dos lados). Ambos os lados já foram vitoriosos e derrotados. É uma guerra eterna, a jihad do Mundo dos 12.
Aqui veremos até que pontos deuses e demonios chegariam para ter domínio sobre o mundo físico. Não espere que eu fale sobre cada um deles… isso é para outro dia. Vamos falar sobre essas grandes cidades, se não as mais importantes.
E o porquê de tamanha distinção. Um bontariano, ordeiro, levantaria um escudo alegando que são vitimas. Assim como os brakmarianos apontariam lanças justificando que querem se defender. Amakna é um tabuleiro de Xadrez, mas muito maior. E as peças? ehehehe …somos nós. Quem move essas peças são as divindades, Então vamos sair do prólogo…

Uma guerra, duas cidades e três bandos Xelor e os 11 meses O deus Xelor segurava a Martelora, seu fiel martelo de guerra e um dos favoritos de sua coleção de raros martelos. Quando Xelor o brandia sobre sua cabeça, se parecia um lenhador titânico cortando um tronco gigantesco. Pode ser que pareça um detalhe sem importância, mas pare Xelor tinha muito significado. Tudo o que se sabe é que a atração que os lenhadores provocam no sexo feminino, não seria uma surpresa.
Pena que não temos uma deusa por aqui – pensava para sí mesmo – Pois me orgulho dessa pose. Elevou sua Martelora e deixou cair a cabeça do martelo sobre seu Relógio Divino: O mecanismo do relógio ressoou como um Big Bang do universo. Neste instante, Xelor dividiu o tempo do mundo em 11 meses.
Os deuses aprovaram essa divisão, mas Rushu discordava. Desde que o senhor dos demonios pôde ascender ao Mundo dos Deuses, ele levou o relógio para adicionar mais um mês: Decendre, o último mês do ano, feito de gelo e trévas. Quando designaram os onze protetores que cuidariam do bom funcionamento de cada um dos meses, Rushu empunhou braço direito: Djaul, um demônio tão cruel aos humanos como leal ao seu mestre. Os deuses deixaram passar tal ousadia de Rushu, pois subestimavam seus poderes e acreditavam que estes eram muito inferiores aos seus.
Permitiram-lhes passar pelo mundo à vontade, e alguns demônios vagando aqui e ali, teve seu lado prático: Haveriam histórias para contar à noite e causaria medo às crianças, o que as fariam mais obedientes. A vontade de Rushu Certamente, Rushu não tinha tanto poder como os deuses, mas era influênte o suficiente para desencadear não uma, mas milhares de guerras…
No entanto, ele só queria uma coisa: Ser um deus do Panteão. Ambicionava os templos consagrados às divindades, já que são verdadeiras fontes de fé, de onde os deuses tiram seus poderes. Se pudesse criar um culto, com um templo, profétas, fiéis e toda uma “santificação”, Rushu finalmente mostraria do que é capaz.
Sob as ordens de Rushu, Djaul percorreu o mundo, rasgando manadas de gobballs e divulgando a infectada palavra do senhor dos demonios: “Para que trabalhar e sua espinha dorsal quebrar se pode matar e roubar?” e com um lema como esse o que tinha que passar, se passou. Muitos fieis se uniram à causa do demônio.
Entre eles, Hyrkul, o tendencioso, que conseguiu melhor do que ninguém, despertar a fé dos fieis. É certo que se congregavam em número reduzido, mas sua fé era suficientemente grande para que Rushu pudesse atuar… e em uma só noite o demônio ergueu da terra a cidade de Brakmar.

As consequências. A construção da cidade de Brakmar ocasionou um alvoroço entre os Protetores dos meses. A cidade estava sob o domínio das sobras e até mesmo Djaul tinha seu próprio punhado de fieis. Tinha que ser evitado a todo custo que o culto de Rushu tomasse importância.
Quem sabe do que seria capaz se ele se tornasse mais poderoso com a fé de deus fieis? Jiva, Menalt e Pouchecout, respectivamente os Protetores de Javian, Martalo e Agusto, edificaram a cidade de Bonta, como baluarte contra Brakmar. As duas cidades se enfrentaram em 12 de Septango de 26 em uma batalha que ficou registrada nos livros como O Amanhecer Escarlate.
Nela não se declarou vencedor ou vencido. Ambos os lados tiveram que pagar um alto preço: Hyrkul matou Menalt, o Protetor de Martalo, aniquilando totalmente a Ordem dos Cavaleiros do Coração Valente. Quanto ao lado brakmariano, sua infantaria foi totalmente exterminada …mas isso é outra história!